segunda-feira, 19 de maio de 2008

Deus, tenha dó desses pequeninos!


O dia das crianças na China foi no dia 5 de maio. Poucos dias depois veio o terremoto de Sichuam. Milhares de alminhas foram carreadas para o espaço errático das almas recém- desencarnadas. Lá, o clamor está grande.



"O caminho da cruz chega cedo para as crianças cristãs da China" - autor desconhecido

Não é facil ser criança por lá. O desprezo à vida humana chegou ao cúmulo, especialmente depois da política de um filho por casal. O tráfico de mulheres e crianças é um problema muito sério que se agrava.

Deus, tenha dó e receba todas no seu coração.

Querida Marina



QUERIDA MARINA
Frei Betto

Caíste de pé! Traze no sangue a efervescente biodiversidade da floresta amazônica. Teu coração desenha-se no formato do Acre e em teus ouvidos ressoa o grito de alerta de Chico Mendes. Corre em tuas veias o curso caudaloso dos rios ora ameaçados por aqueles que ignoram o teu valor e o significado de sustentabilidade.
Na Esplanada dos Ministérios, como ministra do Meio Ambiente, tu eras a Amazônia cabocla, indígena, mulher. Muitas vezes, ao ouvir tua voz clamar no deserto, me perguntei até quando agüentarias. Não te merece um governo que se cerca de latifundiários e cúmplices do massacre de ianomâmis. Não te merecem aqueles que miram impassíveis os densos rolos de fumaça volatilizando a nossa floresta para abrir espaço à monocultura do gado, da soja, da cana, ao corte irresponsável de madeiras nobres.
Por que foste excluída do Plano Amazônia Sustentável? A quem beneficiará este plano, aos ribeirinhos, aos povos indígenas, aos caiçaras, aos seringueiros ou às mineradoras, hidrelétricas, madeireiras e empresas do agronegócio? Quantas derrotas amargaste no governo? Lutaste ingloriamente para impedir a importação de pneus usados e transformar o nosso país em lixeira das nações metropolitanas; para evitar a aprovação dos transgênicos; para que se cumprisse a promessa histórica de reforma agrária.
Não te muniram de recursos necessários à execução do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia Legal, aprovado pelo governo em 2004. Entre 1990 e 2006, a área de cultivo de soja na Amazônia se expandiu ao ritmo médio de 18% ao ano. O rebanho se multiplicou 11% ao ano. Os satélites do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) detectaram, entre agosto e dezembro de 2007, a derrubada de 3.235 km2 de floresta.
É importante salientar que os satélites não contabilizam queimadas, apenas o corte raso de árvores. Portanto, nem dá para pôr a culpa na prolongada estiagem do segundo semestre de 2007. Como os satélites só captam cerca de 40% da área devastada, o próprio governo estima que 7.000 km2 tenham sido desmatados. Mato Grosso é responsável por 53,7% do estrago; o Pará, por 17,8%; e Rondônia, por 16%. Do total de emissões de carbono do Brasil, 70% resultam de queimadas na Amazônia.
Quem será punido? Tudo indica que ninguém. A bancada ruralista no Congresso conta com cerca de 200 parlamentares, um terço dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado. E, em ano de eleições municipais, não há nenhum indício de que os governos federal e estaduais pretendam infligir qualquer punição aos donos das motosserras com poder de abater árvores e eleger ($) candidatos.
Tu eras, Marina, um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua demissão - os agressores ao meio ambiente, os mesmos que repudiam a proposta de se proibir no Brasil o fabrico de placas de amianto e consideram que "índio atrapalha o progresso". Defendeste com ousadia nossas florestas, biomas e ecossistemas, incomodando a quem não raciocina senão em cifrões e lucros, de costas aos direitos das futuras gerações.
Teus passos, Marina, foram sempre guiados pela ponderação e fé. Em teu coração jamais encontrou abrigo a sede de poder, o apego a cargos, a bajulação aos poderosos, e tua bolsa não conhece o dinheiro escuso da corrupção.
Retorna à tua cadeira no Senado. Lembra-te ali de teu colega Cícero, de quem estás separada por séculos, porém unida pela coerência ética, a justa indignação e o amor ao bem comum. Cícero se esforçou para que Catilina admitisse seus graves erros: "É tempo, acredita-me, de mudares essas disposições; desiste das chacinas e dos incêndios. Estás apanhado por todos os lados. Todos os teus planos são para nós mais claros que a luz do dia.Em que país do mundo estamos nós, afinal? Que governo é o nosso?"
Faz ressoar ali tudo que calaste como ministra. Não temas, Marina. As gerações futuras haverão de te agradecer e reconhecer o teu inestimável mérito.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Uma singela homenagem aos amantes da Natureza


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Viva, Viva a Juventude do Juruá!


ELES VENCERAM AS JOGOS ESTUDANTIS BRASILEIROS NA CATEGORIA VOLIBOL MASCULINO!

Pouca gente noticiou, além do blog diáriodojuruá.blogspot.com, foi em outubro a vitória emocionante da equipe da Escola São José, de Cruzeiro do Sul, representando o Acre.



Parabéns Diego campeão! É com esse mesmo amor que vibramos pelo Acre e pelo Juruá!







Diego, Anderson e Eufran Jr foram destaques. Parabéns à Escola São José!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Enquanto isso, na Favela...


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Para enfrentamento das desigualdades: Orçamento Público!


quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Vamos pra Rua !!!



5 de outubro: todos às ruas exigir transparência nas concessões de rádio e TV
Coordenação dos Movimentos Sociais fará manifestações em todo o país contra as ilegalidades existentes neste processo de renovação das outorgas das redes. Será uma data com enorme significado para todos os que lutam contra a ditadura da mídia e pela democratização das comunicações no país
Você sabia que nenhum canal poderia usar mais de 25% do seu tempo com publicidade comercial, mas que se você ligar a TV achará verdadeiros supermercados eletrônicos? Você sabia que há rádios comerciais com outorgas vencidas há 17 anos? Você sabia que pela Constituição deputadores e senadores não poderiam ser donos ou diretores de emissoras de rádio ou TV? Tudo isso já está na lei, mas hoje não há controle nem fiscalização. São freqüentes as irregularidades no uso e posse das concessões de rádio e TV.
Para mudar este cenário, a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), que reúne as principais entidades populares e sindicais brasileiras, decidiu aproveitar o dia 5 de outubro, data que vence o prazo das concessões públicas de várias emissoras privadas da televisão brasileira, para realizar manifestações em todo o país contra as ilegalidades existentes neste processo de renovação das outorgas das redes. Será uma data com enorme significado para todos os que lutam contra a ditadura da mídia e pela democratização das comunicações no país.
Na opinião da diretora de Comunicação da UNE, Luana Bonone, a democratização da comunicação é hoje uma pauta central para a entidade porque envolve setores até hoje considerados “intocáveis”. Para ela, o momento é de pressionar o governo para que os veículos de comunicação passem a exercer as suas concessões mais sintonizadas com os interesses e necessidades do povo.
“A UNE sempre esteve na linha de frente da defesa dos direitos do povo brasileiro. Acreditamos que esta luta pode mudar os rumos do país, com a população se conscientizando e os movimentos sociais cobrando um posição mais correta dos meios de comunicação. As redes de televisão não podem ser campos intocáveis, que não podem ser criticados. Vamos à ruas pelo fim da renovação automática e para cobrar critérios transparentes e democráticos para renovação, com base no que estabelece a Constituição”, convoca.
Intervozes
Para o integrante da Coordenação-executiva do coletivo Intervozes, um dos principais grupos que encabeçam as manifestações, essa mobilização mostra que os movimentos sociais têm clareza da importância da pauta da democratização da comunicação. “Isso é parte fundamental da democratização da sociedade. Apontar as concessões como um ponto central da pauta dos movimentos evidencia o poder dos meios de comunicação, que hoje utilizam concessões públicas em benefício privado, criminalizando os movimentos sociais e promovendo uma agenda política própria”, critica.
Além disso, ele acredita num amadurecimento do debate sobre este tema. “Esse discussões que esta acontecendo agora mostra também um amadurecimento do movimento de comunicação, que tem fortalecido seus laços com os movimentos sociais buscando se inserir numa pauta mais ampla de lutas sociais”, diz.
O movimento por democracia e transparência nas concessões de rádio e TV reivindica também a convocação de uma Conferência Nacional de Comunicação, ampla e democrática, para a construção de políticas públicas e de um novo marco regulatório para as comunicações. Os movimentos sociais querem também a instalação de uma comissão de acompanhamento das renovações, com participação efetiva da sociedade civil organizada.
» Para saber mais: www.intervozes. org.br

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Povos da Floresta dão o exemplo da prática educomunicativa que deveríamos adotar em todos os nossos Congressos, Fóruns, Seminários, Conferências...


18/09/2007 - 10h09
Jovens de diversas etnias farão cobertura do 2º Encontro Nacional dos Povos da Floresta

Por Bianca Pyl, da Agência ViraJovem

O encontro contará com uma equipe de comunicação jovem para produzir conteúdo diferenciado.

Promover diálogo e interação entre adolescentes e jovens indígenas de diferentes regiões do Brasil para estimular sua expressão, valorização cultural e participação na defesa de seus direitos. É essa a proposta da Agência ViraJovem de Notícias no 2º Encontro Nacional dos Povos da Floresta, que ocorre de 18 a 23 de setembro, em Brasília. As e os jovens se apropriarão de ferramentas de comunicação para contar as histórias de seus povos sob sua ótica. A capacitação ocorrerá de forma contínua, com encontros para despertar o olhar crítico em relação à comunicação, além das oficinas que possibilitarão um conhecimento técnico da mídia.

O projeto foi concebido e desenvolvido com base na Educomunicação pelo Projeto/ Revista Viração em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Ele conta com a parceria da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), do Grupo de Trabalho da Amazônia (GTA) e do Movimento de Estudantes Indígenas do Amazonas (Meiam).

A iniciativa recebe o apoio das Agências Girassolidário e Ciranda, da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), da organização Ashoka e do Núcleo de Comunicação e Educação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (NCE-ECA-USP).

As notícias e fotos serão publicadas diariamente no site da Agência ViraJovem de Notícias (http://www.revistaviracao.org.br/agencia), e podem ser reproduzidas por outros veículos de comunicação na base do princípio de copyleft.

Sobre o evento

O segundo encontro é a retomada de uma aliança histórica. A primeira edição aconteceu quase 20 anos antes, sob a influência do líder seringueiro Chico Mendes.

O desafio colocado pela retomada da articulação é tentar unificar os interesses comuns dos povos que vivem na Amazônia e nos biomas: Caatinga, Mata Atlântica, Cerrado, Pampa e Pantanal. Além da conservação da floresta e da distribuição de renda, as discussões enfocarão temas que estão na ordem do dia, como mudanças climáticas e grandes obras de infra-estrutura.

Sobre a Agência ViraJovem de Notícias

A iniciativa tem origem no 5º Fórum Social Mundial, quando a Revista Viração e o Projeto Agente Jovem, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), promoveram a cobertura jovem do evento. (Para conferir o conteúdo acesse htt://www.revistaviracao.org.br/forum).

A idéia é que uma equipe de jovens interessadas/os em aprender as práticas da Educomunicação produza notícias diariamente sobre os diversos temas ligados aos jovens e adolescentes e o interesse público que esses jovens enxergam e que estão em pauta ao longo dos eventos, como também aconteceu na 2ª Mostra Saúde e Prevenção nas Escolas, em julho de 2007. (Acesse a produção da galera no http://www.revistaviracao.org.br/mostrasaude).

O último evento que a agência participou foram os Jogos Pan- Americanos e Parapan-Americanos, realizados no Rio de Janeiro. Jovens da Cidade de Deus, Comunidade da Maré e Complexo do Alemão puderam relatar o evento sob seu ponto de vista, além de noticiar os acontecimentos sociais, muitas vezes esquecidos pela mídia grande. (As reportagens, fotos e vídeos estão no http://www.revistaviracao.org.br/papopan).

Não é uma tarefa fácil. Comunicação é coisa séria e de grande responsabilidade. Por isso, a equipe preparada pela Viração promove, diariamente, oficinas de comunicação entre os grupos de participantes para que os jovens façam uma cobertura de qualidade e inovadora, protagonista, dos acontecimentos que eles mesmos estão presenciando.
(Envolverde/Agência ViraJovem)

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Mensagem do Profeta Gentileza (diretamente do céu)






O texto :

( VVVERDE É VIDA / GENTILEZA MEUS / FILHOS BEM VINDO AO / RIO AMORRR NÃO USEM PRO / BLEMAS NÃO USEM POBREZA / USEM AMORRR DO GENTILEZA / E A NATUREZA DEUS NOSSO / PAI CRIADORR TEM BELEZA / PERFEIÇÃO BONDADE E RI /
PRAGA ASSASSINO EO / CAPETALISMO SURDOS CE / GA MATA CONDUZ PARA / O ABISMO TENQUE SSERR / QUEIMADO POR JESSUSS GENTILEZA )

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Circuito Tela Verde e Edital de Animação para a Educação Ambiental




MMA e MinC lançam mostra nacional de filmes ambientais
e concurso de animações para TV sobre Mudanças Climáticas


O Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Cultura acabam de criar o Circuito Tela Verde, uma mostra de filmes, vídeos e animações ambientais para exibição simultânea em 250 salas de todo o país. Entre os espaços exibidores estão: Salas Verdes, instituições-sede de Coletivos Educadores, Pontos de Cultura, cineclubes, instituições de ensino, associações comunitárias, organizações indígenas e unidades do IBAMA. As exibições serão acompanhadas de palestras, debates e reflexões sobre temas ambientais. No lançamento oficial da mostra será lançado também um edital de estímulo à produção de vinhetas de animação de um minuto sobre Mudanças Climáticas. As 10 melhores propostas receberão R$ 20 mil cada uma para produção. As campanhas serão exibidas em emissoras de TV de todo o país e incluídas na Mochila do Educador Ambiental Popular.







Os dois projetos, cujo lançamento oficial deverá acontecer ainda em setembro, marcam o início de uma parceria entre o Departamento de Educação Ambiental da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA e a Secretaria do Audiovisual do MinC. A idéia é ampliar as atividades nos próximos anos visando estimular a formação de públicos para esse tipo de audiovisual, e a produção de conteúdos de educação ambiental para a Rede Pública de Televisão que está sendo criada pelo governo.

Parceiros no MMA:
Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Departamento de Educação Ambiental, REBEA e demais redes de educação ambiental, Salas Verdes, Coletivos Educadores, Pontos de Cultura

Parceiros no MinC:
Secretaria do Audiovisual, Cinemateca Brasileira, Centro Técnico Audiovisual, Programadora Brasil, emissoras de TV Pública

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Audiovisual prevenindo conflitos de gerações entre indígenas




Este espaço foi construído pelos Kuikuro do alto Xingu para abrigar estrutura educadora integrada com sala verde, telecentro e rádio escola. Foi lá que ocorreu a oficina do Vídeo nas Aldeias na última quinzena de Julho



O documentarista e indigenista Vincent Carelli avalia que o trabalho com recursos audiovisuais com os índios pode ser usado a favor das tradições e contornar o conflito entre gerações nesses povos. Ele dirige, com a mulher, Maria Corrêa, a organização não-governamental (ONG) Vídeo nas Aldeias.

“O audiovisual é perfeito para eles, para um projeto de resistência cultural, para um discurso tradicionalista”, diz. “Permite uma apropriação direta e é importante também para a preservação da língua. A escrita exclui os mais velhos. As novas gerações aprendem a ler e escrever, matemática, uso de dinheiro, e isso cria uma ruptura de autoridade.”

Carelli falou à Agência Brasil na Aldeia Ipatse, dos Kuikuro, no Parque Indígena do Xingu, em 21 de julho. Ali, a Vídeo nas Aldeias desenvolve trabalho em parceria com o projeto Documenta Kuikuro, coordenado pelos antropólogos Carlos Fausto e Bruna Franchetto, e com o Coletivo Kuikuro de Cinema. Eles procuraram a entidade em busca de assessoria técnica.

Vincent Carelli descarta o risco de o acesso a essas tecnologias acelerar as transformações no modo de viver dessas etnias e acentuar o descompasso entre jovens e velhos, apontado pelo jornalista Washington Novaes como um dos principais focos de tensão no Xingu.

“É um processo arrasador, um rolo compressor, e não depende da gente, que é uma gota num oceano”, opina Carelli. “Começou uns dez anos atrás, com parabólica... Hoje, se tem luz, tem televisão. As lideranças se queixam, mas também gostam de TV. É um processo histórico sobre o qual ninguém tem controle.”

O documentarista aponta um processo de “autofolclorização”, que estaria em curso em muitos lugares. Para ele, isso resulta da cobrança de não-índios e até de outros índios por uma caracterização: “As pessoas querem ver o índio pelado, projetam um imaginário no qual ele precisa se encaixar. Isso não tira dos indígenas o direito de uma reparação pelo que passaram, de um reconhecimento. As pessoas precisam de um pouco mais de informação sobre a história do Brasil.”

Carelli conta que, quando a ONG começou seu trabalho, há 20 anos, a prática era basicamente colocar a câmera a serviço de um registro coordenado por líderes indígenas preocupados com a perda dos cantos e danças tradicionais, com atenção também às reações desencadeadas. E que, com a chegada de Mari Corrêa, a formação de realizadores indígenas ganhou prioridade também. “Ela veio da França com a experiência de uma escola de cinema fundada pelo Jean Rouch (referência do cinema etnográfico), que tinha um processo de aprendizagem coletiva, e aí a gente deu uma virada no projeto”, diz.

Corrêa conta que a intenção agora é experimentar um trabalho com técnicas de animação. “A linguagem de documentário é limitada para alguns temas de histórias que eles têm muita vontade de contar, e até a de ficção, porque precisaria de meios muito grandes”, observa. “Animação é uma linguagem boa para tratar, por exemplo, de mitos, em que animais se transformam em gente e vice-versa.” A seu ver, essa opção pode até ampliar a participação da comunidade, envolvendo crianças e velhos.

(Fonte: Pedro Biondi/ Agência Brasil)


terça-feira, 7 de agosto de 2007

O Ministério do Meio Ambiente, através do FNMA, pode financiar a Educomunicação Socioambiental no Brasil - veja como


Salas Verdes já podem produzir seus próprios títulos


O Fundo Nacional do Meio Ambiente criou a pedido da equipe do DEA/MMA, em 2005 uma nova linha temática para projetos de demanda espontânea (ou seja, projetos que podem ser apresentados em qualquer época, independentemente de editais). Esta linha temática se chama "Produção de Material Pedagógico", e traz a perspectiva da Educomunicação para os projetos de Educação Ambiental. Por meio desta linha de financiamento, podem ser apoiador projetos de produção de material para fins educativos em uma ampla gama de suportes e mídias: produções avulsas ou seriadas de livros e cartilhas, páginas de internet, jogos, produções audiovisuais, programas e campanhas para rádio, etc. Mas exige a qualidade paticipativa da produção , desde a elaboração da proposta, passando por sua execução até a estratégia de difusão, de forma documentada. Os projetos podem ter custos entre R$ 50 mil e R$ 150 mil.

Clique e acesse aqui o manual de apresentação de projetos. Vá na parte II, página 38.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Brasil constrói Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental em Unidades de Conservação


Resex Chico Mendes, no Acre, onde crescem áreas de pastagens: sistemas de informação e comunicação podem ajudar a impedir situações como essa


Leia abaixo nota de divulgação lançada pelo MMA:



Reafirmando o compromisso de ampliar o protagonismo social nas políticas públicas relacionadas às áreas protegidas e à educação ambiental, o Ministério do Meio Ambiente iniciou a construção participativa da Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental no âmbito do Sistema Nacional de Unidades de Conservação.


O desenho desta estratégia responde a reivindicações constantes nas deliberações das Conferências Nacionais de Meio Ambiente, tais como a intensificação da educação ambiental nas Unidades de Conservação, o desenvolvimento de estratégias e programas participativos para as áreas protegidas e a implementação do Plano Nacional de Áreas Protegidas (PNAP).


O PNAP e o Programa Nacional de Educação Ambiental, enquanto propostas construídas pela sociedade e tomados como documentos referência para construção desta estratégia , trazem em seu escopo a necessidade da efetiva comunicação, educação e sensibilização pública para a participação e controle social sobre o SNUC e a importância de se inserir a educação ambiental nas etapas de planejamento e execução de ações relacionadas a: programas de conservação, recuperação, uso sustentável dos recursos naturais e melhoria do meio ambiente.


Neste sentido, o Departamento de Educação Ambiental e o Departamento de Áreas Protegidas (protagonistas do Grupo de Trabalho instituído por Portaria Ministerial) iniciam esse processo chamando todos os interessados em construir conjuntamente uma estratégia que aponte caminhos claros para uma educação ambiental e uma comunicação que de fato garantam a participação e o controle social na gestão das unidades de conservação, além de desencadearem processos de sensibilização e pertencimento - elementos centrais para a sustentabilidade das áreas protegidas e conseqüente proteção da biodiversidade.


O primeiro momento de apresentação da proposta de trabalho ocorreu durante o V Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, em Foz do Iguaçu. A partir deste evento, demos início ao mapeamento de atores e instituições que trabalham com comunicação e educação ambiental no âmbito do SNUC.


Contamos com a participação de tod@s e solicitamos que divulguem para aqueles que se interessem pela temática.


Acessem o endereço http://encea.blogspot.com ou enviam email para encea@mma.gov.br e contribuam virtualmente !!!



sexta-feira, 29 de junho de 2007

Coroação do Rei Congo, Minas Gerais



Proibido Ser Latino



fronteira México / E.U.A.

Participe da Campanha contra o Desmatamento de Florestas Nativas para uso em Siderurgia



Allison Ishy manda seu recado:

Olá pessoal, a campanha contra a tranformação de florestas nativas em carvão vegetal, principalmente para uso nas siderúrgicas, continua rolando. Esta semana saiu nota no site www.amazonia. org.br e outros veículos estão produzindo ou noticiando as informações.

Temos reunião hoje com membros da Rede Aguapé de Educação Ambiental do Pantanal para consultar sobre apoio também. A Ong Ecoa já informou que aderiu à campanha. Outras Ongs estão conhecendo também e se preocupando com os fatos.

No entanto precisamos, além de divulgar o conteúdo da campanha, assinar e validar nossa participação através do site

http://www.petition online.com/ desmata/

Hoje, no fim da primeira semana de campanha, estamos com quase 100 assinaturas já.

Bastam alguns segundos para preencher nome, e-mail, estado e país. Caso vc queira, pode assinar a carta representando instituição ou como pessoa física também.

A versão por e-mail continua circulando e coletando, também, assinaturas.


Um grande abraço,

Allison Ishy
voluntário
Campanha Parem o Desmatamento
paremodesmatamento@ gmail.com
http://www.petition online.com/ desmata/

Encontro propõe Conferência Nacional de Comunicações

Alinhar ao centro

O Uirapuru , numa rara aparição



Encontro propõe Conferência Nacional de Comunicações

Terminou nesta sexta, dia 22, o I Encontro Nacional de Comunicação, realizado na Câmara dos Deputados, em Brasília. O encontro contou com mais de 250 participantes de 20 estados brasileiros, e foi promovido pelas Comissão de Direitos Humanos e Minorias e pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática em conjunto com diversas entidades e movimentos sociais que atuam na luta pela democratização da comunicação.

O documento final propõe a realização de uma Conferência Nacional de Comunicações legítima e democrática, e afirma que esta conferência "pode constituir um marco histórico de mudança da relação passiva da população com a mídia, significando uma inflexão no histórico de baixa abertura do Estado brasileiro à participação social na elaboração, acompanhamento e avaliação das políticas públicas para o setor". Na carta, destinada ao Presidente da República, os participantes afirmam ainda estranhar o anúncio de uma conferência de comunicações pelo Ministério das Comunicações já para agosto de 2007
. "O caráter sinalizado pelo Minicom contrasta com os procedimentos adotados por este governo em outras conferências, pois inviabiliza a construção democrática e a organização de etapas prévias estaduais e regionais preparatórias que garantam a legitimidade da Conferência Nacional de Comunicações", afirma o texto. Além do documento, foi também criada uma comissão pró-conferência, composta por cerca de 15 entidades de caráter nacional, que irá trabalhar para em prol da realização do evento.





POR UMA LEGÍTIMA E DEMOCRÁTICA CONFERÊNCIA NACIONAL DE COMUNICAÇÕES


CARTA ABERTA AO PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA


É notória a importância da comunicação na formação de valores e opiniões, no fomento e na produção das culturas e nas relações de poder. Por isso, a compreensão da comunicação como um direito humano é condição fundamental para que este processo social seja voltado à promoção da emancipação de homens e mulheres, na consolidação de uma efetiva democracia e na construção de um País justo e soberano.

No Brasil, ainda há um grande caminho a percorrer para que a comunicação cumpra este papel. O modelo vigente é marcado pela concentração e a hipertrofia dos meios em poucos grupos comerciais, cujas outorgas são obtidas e renovadas sem controle da sociedade e sem critérios transparentes. O predomínio da mídia comercial marca também a fragilidade dos sistemas público e estatal, que só agora estão entrando na pauta de preocupação de Estado com o debate sobre a criação de uma rede pública de televisão. Este quadro vem sendo mantido pela ausência do debate e pela exclusão do interesse público na elaboração e aprovação das políticas públicas e de regulação que organizam a área. Historicamente, as decisões relativas à comunicação no Brasil têm sido tomadas à revelia dos legítimos interesses sociais, quase sempre apoiadas em medidas administrativas e criando situações de fato que terminam por se cristalizarem em situações definitivas.

A necessidade de corrigir tais distorções históricas emerge justamente na hora em que a convergência digital torna cada vez mais complexo o processo de produção, difusão e consumo das informações. Frente a isso torna-se urgente a redefinição de um novo e legítimo marco institucional para as comunicações, haja vista que a legislação para as comunicações carecem de revisão seja pela necessidade de sua atualização, seja por falta de regulamentação específica dos princípios constitucionais ou, ainda, por sua inadequação à noção da comunicação como direito humano e social.

Isso inclui o debate sobre a comunicação em toda a sua complexidade, envolvendo todos seus setores, bem como a interface destas áreas com a cultura, a educação, a saúde, as tecnologias e a cidadania. Ressaltamos aqui que não se trata apenas da reflexão sobre os meios, a cadeia produtiva e os sistemas, mas sim, das diversas formas pelas quais o conteúdo, enquanto conhecimento, cultura, lazer e informação - inclusive comercial -, são produzidos, difundidos, assimilados e usufruídos pela população.

Diante de todos estes pontos, nós, parlamentares, pesquisadores, trabalhadores e representantes dos movimentos sociais e de entidades voltadas à democratização da comunicação, presentes ao Encontro Nacional de Comunicação, convocado pelas comissões de Ciência Tecnologia, Comunicação e Informática e de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, vemos na realização da Conferência Nacional de Comunicações - legítima e democrática - a oportunidade concreta para enfrentarmos este debate.

A Conferência Nacional de Comunicações pode constituir um marco histórico de mudança da relação passiva da população com a mídia, significando uma inflexão no histórico de baixa abertura do Estado brasileiro à participação social na elaboração, acompanhamento e avaliação das políticas públicas para o setor.

Para que a Conferência cumpra este papel, é fundamental que ela se constitua como processo e inclua, entre outras coisas:

- A sua incorporação como compromisso dos poderes da República, especialmente do Executivo Federal com todos seus órgãos relacionados ao setor; bem como o Congresso Nacional, o Judiciário e o Ministério Público;
- A adoção do princípio da ampla e democrática participação como forma de trazer as contribuições das mais várias representações da sociedade organizada para o debate da Conferência;
- O mais amplo envolvimento da população através da realização de etapas estaduais e regionais antes da etapa nacional;
- A inclusão da sociedade civil no processo de organização da Conferência, garantindo inclusive meios materiais para esta participação; e
- O compromisso de, a partir do debate com métodos democráticos, construir linhas gerais para um novo momento nas políticas públicas para as comunicações; entendendo que qualquer mudança substancial nas políticas vigentes deva ser feita somente a partir das deliberações da Conferência.

Tais preceitos não são uma novidade resultante de elaboração deste Encontro Nacional de Comunicação, mas a reafirmação de formatos de construção que vêm marcando a realização das conferências promovidas por este governo. Já no caso da comunicação, estranhamos o anúncio do Ministério das Comunicações sobre a realização de um evento que está sendo chamado de "conferência nacional" já para o mês de agosto de 2007. O caráter sinalizado pelo Minicom contrasta com os procedimentos adotados por este governo em outras conferências, pois inviabiliza a construção democrática e a organização de etapas prévias estaduais e regionais preparatórias que garantam a legitimidade da Conferência Nacional de Comunicações.

Esperamos que a coerência e o respeito às experiências relativas às conferências sejam a tônica da construção deste processo no setor da comunicação. Do contrário, este governo corre o risco de promover aparentes processos democráticos enquanto perpetua o alijamento dos cidadãos brasileiros da definição sobre os rumos deste instrumento fundamental à democracia em nosso País.


Encontro Nacional de Comunicação: na luta por democracia e direitos humanos

Brasília, 22 de junho de 2007



quinta-feira, 28 de junho de 2007

Fala, B'boy!!!


Novas Seções do Blog incentivam debate sobre sustentabilidade ambiental dos projetos do PAC


"O Paraíso Perdido", de Gustave Doré


Nosso blog acaba de inaugurar duas seções novas, na barra direita:

"De olho na Transposição" traz notícias diárias captadas no Google sobre a transposição do são Francisco que já começou, enquanto mais de 1000 pessoas se acampam num protesto em Cabrobó - PE.

"Angras da Ilusão" acompanha este tristonho debate do retorno do projeto nuclear brasileiro. A Alemanha está para renovar o Acordo nuclear com o nosso país, mas também os verdes de lá estão protestando contra o uso da energia nuclear no Brasil.

Boa leitura

O Rio é Vida, e a Vida é o Madeira*



"geleiras vão derreter, estrelas vão se apagar, e eu só penso em ter você pelo tempo que durar..."


(...) e num futuro não muito distante...

.... Observava-se que toda a tecnologia à disposição do homem tornava-o cada vez mais próximo das máquinas enquanto ele se distanciava dos seus semelhantes e dos alicerces da vida. Nestes tempos, o homem dispunha de tudo o que quisesse ou pensasse e não tinha mais tempo para voltar às origens, para perceber que a vida é o homem e o homem é vida, que ele se nutre da vida, que está envolvido interna e externamente pela vida. Vida da qual depende e cultiva, da qual se abastece, se envolve e se acaricia. A vida que evolui, transforma-se, permuta-se num processo permanente, num movimento incessante, pois a vida é movimento, é força, é energia.

Nas corredeiras do Madeira imaginemos uma onda que bate nas margens rochosas e se desfaz numa infinidade de gotículas de tamanhos e formas variadas, que voam por alguns instantes, tornam-se independentes por um breve intervalo de tempo, para depois novamente se integrarem ao mesmo Rio, pois são parte dele, e ele formado por elas.

Assim são os seres vivos que utilizam a matéria bruta para criarem a sua independência, para viverem, para se distinguirem em forma e tamanho e depois se reintegrarem novamente na floresta ou no Madeira, a vida é a distinção e a morte a imersão, a reintegração, o movimento. Um ser que nasce, cresce, se reproduz e morre é como uma gota que se liberta do Rio por um breve intervalo de tempo para depois simplesmente voltar a integrar-se ao Madeira, assim a vida se destaca do Rio para depois novamente dissolver-se nele.

Para aqueles que só percebem a realidade física, apenas o concreto lhes é observável e visível. Para aqueles que percebem a mudança, a essência torna-se transparente. A essência da vida que sobrevive e depende das águas que percorrem o leito do Rio, vida em constante mudança, em uma dança infindável de energia cíclica, que se renova a cada instante.

O Madeira é um ecossistema e como tal, não tem linguagem, autopercepção, consciência ou cultura, mas tem lições a nos dar. Lições de sustentabilidade, de como seres desprovidos de características morais, éticas e princípios de justiça, podem coabitar um mesmo ambiente por bilhões de anos, evoluindo, se distinguindo em formas, cores e movimento, integrando-se e se desintegrando, sem se destruir ou destruir o imenso Rio ao qual pertencem.

No outro extremo a humanidade com todo o seu brilho e esplendor, diferencia-se totalmente de sua origem e até mesmo nega-a, ignorando as ondas de vida do Rio que abre espaço e coabita com a vida da floresta. Humanos que tolhem a liberdade do Rio, represando suas águas e afogando a vida que resplandece a sua volta. No entanto, seres humanos são entidades biológicas com estruturas genéticas escritas no mesmo padrão universal que é comum para todas as espécies de vida. Têm o seu tempo de vida restrito, como as gotas que se desprendem do Rio e novamente se integram ao todo, e estão confinados num planeta limitado, onde a preservação da vida, do Rio, da floresta e do mar é o limite da sua existência como espécie, porque a humanidade é vida e a vida de Gaia depende da humanidade.

* texto de Valdemir Tedesco, Ibama, Porto Velho-RO

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Fala, B' girl!!!

terça-feira, 26 de junho de 2007

Coisas do PAC...

Enquanto isso, na Índia: o governo investe pesado em sistemas de biodigestores comunitários


Parece que a febre desenvolvimentista do período dos generais está voltando com força total, agora com contornos assustadoramente chineses...

Selecionamos duas matérias para esquentar debates sobre este assunto:


Os barões da mídia estão em farra


Os barões da mídia costumam usar o que eles chamam de "jornalismo" para promover seus negócios. Leia o texto de Luiz Carlos Azenha, publicado no Vi o Mundo.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Estados: investir em Educomunicação dá retorno!

Paraíba: uma estrutura educadora ambiental com telecentro, rádio-escola, sala verde e viveiro educador está prevista no projeto Rede Digital de Povos Tradicionais e Indígenas, na terra indígena Potiguar em Baía da Traição. Esta foto foi publicada originalmente na revista National Geographic.


Essa é a nossa mensagem para o pessoal das CIEAs a se reunir em Salvador: a educação ambiental não vai pra frente sem comunicação. A turma da educação ambiental do MMA estará lá falando de estruturas educadoras integradas, uma base importante para a educomunicação.

Os estados podem investir nessas estruturas, não são caras. Manter telcentros com salas verdes integrados a uma rádio-escola e um viveiro educador é um modelo de estrutura de formação de educadores ambientais populares. Esperamos que as leguslações estaduais avancem em políticas e programas que considerem a potência de ação educativa otimizada plos processo de educomunicação. Mas não só no marco legal, porque já é possivel criar estruturas educadoras como essas com recursos já existentes, em muitos locais.

Somente no projeto da Rede Digital de Comunidades Tradicionais e Indígenas, prevemos 150 telecentros instalados a serem fortalecidos com atuação educadora ambiental, até o fim de 2008. Um mobilização muito grande nos aguarda. Secretarias de Estado, prefeituras e instituições da sociedade civil podem e devem apoiar, porque nessas bases se constrói também inclusão social, científica, tecnológica, fortalecimento cultural, etc e se afirmam direitos humanos fundamentais.